‘Audiencia Nacional’ está a construir um “macro-processo” político-judicial contra o independentismo galego

Castelo de Naipes   Após meses in albis, nesta semana tivemos novidades importantes sobre a instruçom resultante da Operación Jaro. Sintetizando, a Audiencia Nacional fusiona num único processo penal as investigaçons e procedimentos derivados da Operación Jaro e da Operación Jaro II, construindo um único procedimento, processo de investigaçom e hipotético juízo político que já afeta, de momento, doze independentistas e duas organizaçons: Causa Galiza e Ceivar.

As consequências desta viragem no processo iniciado em 2015 som significativas. Por umha parte, prolongarám-se no tempo as “investigaçons” da Guardia Civil, de modo que se alarga o limbo penal, político e vital para as pessoas encausadas. Por outra, emaranham-se causas penais e investigaçons que nada tenhem a ver entre elas, a nom ser através do “fio condutor” de afetarem organizaçons e militantes independentistas.

Finalmente, é decisivo o facto de que, umha vez que as “investigaçons” se fam mais complexas e adiam no tempo, a Guardia Civil terá maos livres para ativar à vontade novas “peças” separadas da causa inicial, podendo praticar novas detençons se for o caso e colocando o entramado organizativo independentista num clima de interinidade que dificulte qualquer trabalho político ou solidário.

Iniciativas imediatas da defesa

A nossa defesa ainda nom tivo acesso às “investigaçons”, dado que sobre estas foi declarado sem comunicaçom prévia o “segredo de sumário”. Desde 2015, este só se levantou em 21 de junho. Este ocultismo provoca absoluta indefensom, já que o processo se desenvolve de costas à defesa e suspendendo de facto o direito de contradiçom. Neste sentido, a defesa solicitará a nulidade das “investigaçons” e a segregaçom das duas causas penais abertas até ao momento.

Nom temos medo

@s independentistas encausad@s neste procedimento estamos conscientes da natureza política do tribunal que nos processa, da inexistência de garantias jurídico-legais e, por último, de que esta montagem procura, em última instáncia, impossibilitar a construçom dum projeto político independentista com vocaçom de massa neste País e criminalizar a solidariedade com os presos e presas políticas.

É assim que, para além das iniciativas judiciais adotadas, anunciamos a reativaçom da campanha de denúncia e procura de solidariedades, de jeito que setores a cada mais amplos da sociedade galega desvelem a autêntica natureza antidemocrática e ditatorial do regime espanhol que, do mesmo jeito que trata de abortar o referendum de autodeterminaçom de Catalunya, pretende afogar o independentismo galego na repressom.

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