Encausadas na ‘Operación Jaro’ entregam à CIG comunicaçom para tratar nas assembleias de delegados

cig-delegados   Após a reuniom mantida em junho com a direçom da Confederaçom Intersindical Galega (CIG), os independentistas imputados na Operación Jaro faziamos chegar hoje ao sindicato galego a comunicaçom acordada para se ler nas assembleias de delegadas e delegados da CIG. O objeto desta comunicaçom é espalhar no mundo laboral o conhecimento e a denúncia da ilegalizaçom de Causa Galiza e do processo penal, com petiçom de penas de prisom, que segue aberto contra nove independentistas.

O envio deste documento, que anexamos debaixo, coincide com a volta das férias para muitas trabalhadoras e com a reativaçom da atividade sindical. Aguardamos que a sua leitura e debate sirvam, como mais umha ferramenta, para socializar a política de cerco repressivo que o Estado espanhol aplica ao Independentismo Galego e estimular a solidariedade frente a essa repressom política.

Contra a ilegalizaçom de Causa Galiza

Pola absoluçom d@s 9 independentistas imputad@s

Polas liberdades democráticas plenas na Galiza

Em 30 de outubro de 2015, há agora um ano, nove independentistas galegos e galegas que militavamos na organizaçom política Causa Galiza vimos assaltados e registados os nossos domicílios de madrugada a ponta de metralheta por forças especiais da Guardia Civil.

As entradas nas nossas casas produzírom-se com exibiçons brutais de violência. A continuaçom, meios de comunicaçom previamente convocados e apostados anunciavam a detençom de 9 “perigosos terroristas” e suprimiam a nossa “presunçom de inocência” apesar de esta estar formalmente reconhecida no atual ordenamento legal.

Posteriormente, fumos conduzidas a Madrid, ingressárom-nos nos calabouços da Comandáncia da Guardia Civil de Tres Cantos, submetérom-nos a incomunicaçom parcial, infraalimentaçom e interrogatórios políticos durante quase 3 dias e vivemos esse tempo num clima de tensom permanente.

Rematamos a nossa viagem na Audiencia Nacional. Ali, Eloy Velasco, um juíz ligado ao Partido Popular, ilegalizou de facto a organizaçom política em que militavamos. Aliás, imputou-nos “integraçom em organizaçom armada” e “enaltecimento do terrorismo” a partir dumha argumentaçom fantasiosa que chega a criminalizar as homenagens ao levantamento militar provincialista de 1846 na Galiza. As penas por estes supostos delitos poderiam supor mais de dez anos de prisom.

Um ano após estes acontecimentos seguimos a desconhecer qual será o nosso futuro. Existe a possibilidade de que, finalmente, se as circunstáncias e interesses políticos do Estado espanhol o recomendam, vaiamos a um juízo político na Audiencia Nacional, ou que a nossa causa seja finalmente sobreseida. Nada sabemos.

Somos nacionalistas galegos e galegas. Pessoas que trabalham politicamente para que, algum dia, esta seja umha naçom livre. Entendemos que a independência nacional da Galiza é o único horizonte possível para descolonizar este país e defender os interesses da Classe Trabalhadora Galega. E luitamos e luitaremos em consequência sejam quais forem os obstáculos interpostos. Este é o nosso único delito, se assim se pode denominar.

Aproveitando a oportunidade que nos dá o nosso sindicato, a CIG, queremos denunciar perante delegados e delegadas sindicais e trabalhadores e trabalhadoras a vaga de repressom política de que somos objeto, exigir o arquivo imediato das nossas causas e a volta à legalidade de Causa Galiza e, por último, sobretodo, animar-vos a rechaçar a campanha permanente de intoxicaçom e recorte das liberdades democráticas e de criminalizaçom e persecuçom do independentismo que afeta também diariamente à Classe Trabalhadora Galega.

Seguiremos a defender, com repressom ou sem ela, que a única possibilidade de futuro para o nosso país e para a nossa classe é conquistar a independência nacional e convidamos desde este breve comunicado à Classe Trabalhadora Galega a se incorporar ativamente a esta luita.

Na Terra, em 20 de setembro de 2016

Em nove dos nove independentistas galegos e galegas processados na Audiencia Nacional por trabalhar pola independência nacional da Galiza

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