FAPE resolve que a linchagem mediática dos detidos de Causa Galiza respondeu a informaçom “veraz”

Meios   A Operación Jaro foi acompanhada no seu dia dum formidável e unánime aparato mediático destinado a criminalizar as independentistas detidas, suprimir a sua “presunçom de inocência” e fixar socialmente como única versom possível dos factos a que preestabelecia através das “notas informativas” o Ministerio de Interior espanhol. A Federación Española de Asociaciones de Prensa (FAPE) validou hoje por escrito esta modalidade de atuaçom que viola os mais elementares princípios do código deontológico do jornalismo.

Em 30 de outubro, quando se iniciam as detençons, a prática totalidade de empresas de comunicaçom reproduz a nota do Ministerio de Interior que nos identifica como “terroristas” e à organizaçom política em que militavamos, Causa Galiza, como “braço político dum grupo armado”. Vulnerava-se assim qualquer “presunçom de inocência”, areando-se identidades e circunstáncias pessoais dos detidos e a detida e procedendo-se a um juízo mediático inapelável a efeitos de construçom da opiniom pública.

FAPE apoia a atuaçom dos meios

Após a nossa excarceraçom, as detidas na Operación Jaro pugemos umha “queixa” na Federación Española de Asociaciones de Prensa por “possível vulneraçom do código deontológico da FAPE sobre a verdade e o respeito à própria imagem” nos casos de La Voz de Galicia, El Correo Gallego, ABC, El Mundo, El País, Atlántico Diario, El Progreso, La Región e as agências Europa Press e EFE, que fôrom meios decisivos para difundir a versom policial.

Hoje, por escrito, FAPE resolve esta “queixa” afirmando que nos casos citados, que fôrom chaves para construir um clima social justificativo das detençons, “a informaçom é veraz”. Aliás, diz que esta “responde a circunstáncias objetivas como é o facto dumhas detençons policiais dirigidas pola Audiencia Nacional” (sic). Segundo FAPE, a narraçom dos factos ditada polo Ministerio de Interior responde “à especial sensibilidade social que provoca o terrorismo”.

Jorge Fernández Díaz pode estar bem seguro da lealdade da FAPE. Tanto como nós da subordinaçom dos principais meios às diretrizes policiais. Anexamos ao pé desta informaçom a resposta final recebida da FAPE.

FAPE

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